O avanço do desmatamento e seus impactos sobre a vida humana

A pauta do meio ambiente ganhou os holofotes da sociedade contemporânea nas últimas décadas. Cada vez mais, é possível presenciar as mídias de massa e grandes veículos denunciando catástrofes naturais, crimes ambientais e conferências mundiais que, constantemente, debatem pactos e acordos entre as nações em relação a medidas que podem ser tomadas em prol do meio ambiente sem, no entanto, prejudicar as produções que regem a economia dos países.

Neste contexto de denúncias e grande repercussão das pautas ambientais, uma delas se sobressai e se torna alvo constante de críticas e polêmicas que dividem opiniões mundo afora: o avanço do desmatamento e a degradação de áreas de preservação. Embora o avanço do desmatamento seja um problema crônico e a nível mundial, podemos observar a ocorrência dessa ação humana em todos os ecossistemas, incluindo aqueles que coexistem em nossa região. 

O desmatamento desenfreado e a degradação das áreas de preservação ambiental têm consequências devastadoras para os ecossistemas locais e globais. Tais ações humanas contribuem para a devastação da biodiversidade, colocando em risco a fauna e a flora, o desequilíbrio natural, a erosão do solo, a perda de recursos hídricos e o aumento das emissões de gases poluentes que destroem a camada de ozônio e proporcionam a intensificação do chamado efeito estufa.

Todos esses impactos somados colocam em sério risco a existência humana no planeta, uma vez que o completo desequilíbrio na cadeia ambiental impede a realização de uma série de atividades essenciais à sobrevivência humana. O desmatamento acelerado faz com que as áreas verdes sejam literalmente extintas do mapa, reduzindo as áreas de permeabilização do solo, o que eleva os riscos de alagamentos e enchentes; intensifica o efeito estufa, visto que as florestas são grandes responsáveis por absorver o gás carbônico da atmosfera durante a fotossíntese; provoca mudanças na cadeia de chuvas, o que proporciona períodos mais longos de secas e contribui para a escassez hídrica; contribui para a extinção dos animais que perdem seus habitats naturais, além de muitos outros prejuízos ambientais que são desencadeados.

Uma forma simples e didática de entender como tais desequilíbrios podem afetar nossas vidas é pensar que quanto menor for a presença de área verdes nos ecossistemas teremos o aumento da temperatura da terra, até que ela chegue a um nível insuportável à habitação humana, menos chuvas, o que provoca redução dos recursos hídricos potáveis e impossibilita o cultivo de quaisquer alimentos na agricultura. Em síntese, se nada for feito para coibir o avanço do desmatamento, em um futuro não tão longínquo, a humanidade enfrentará a fome, a sede, uma péssima qualidade do ar e o extremo calor aliados a uma infinidade de desastres naturais fruto do desequilíbrio climático.