ADEQUAÇÃO AMBIENTAL

IMPLANTAÇÃO E MANEJO DE PROJETOS AMBIENTAIS

 

• RECUPERAÇÃO DE ÁREAS DEGRADADAS COM RESTAURAÇÃO FLORESTAL

 
A degradação de ecossistemas, de um modo geral, é um processo ligado à ocupação das áreas naturais pelo homem, tomando proporções alarmantes nos últimos anos. No estado de São Paulo, áreas vegetais nativas representam menos de 8% do total. Nesse sentido, atividades voltadas para a preservação dessas áreas é de extrema importância, pois contribuem para a preservação desses ecossistemas. O projeto contempla as exigências técnicas de recuperação florestal da Secretária Estadual de Meio Ambiente através das Resoluções Números: 08/2008, 47/2003 e 21/2001, que fixam orientações para reflorestamento heterogêneo de áreas degradadas.

Área de APP degradada

Área de APP degradada


 
Área de restauro florestal

Área de restauro florestal


• OS SISTEMAS AGROFLORESTAIS (SAFs)


 
Os sistemas agroflorestais consistem no plantio de culturas agrícolas entre as arvores nativas, que nas APPs podem ser implementados durante os 3 primeiros anos do processo de restauro florestal.
O uso de SAFs para recomposição florestal é um recurso muito eficiente, aliando a recuperação do solo à biodiversidade, com benefícios econômicos junto as comunidades locais, tendo recebido particular atenção em projetos de reflorestamento implementados por comunidades de baixa renda.
 


• PRODUÇÃO DE MUDAS NATIVAS

 
A recomposição de florestas nativas tem sido uma das principais prioridades da política do meio ambiente no país, com isso está crescendo muito a demanda por mudas nativas para restauração florestal.

Fases de produção

Colheita: A seleção de matrizes para a colheita das sementes representa uma das etapas fundamentais no processo de produção de mudas de alta qualidade.
 
Beneficiamento: O manejo dos frutos e sementes entre a colheita e a produção das mudas compreende etapas de extrema importância que consiste na extração das sementes dos frutos, secagem e separação das sementes para eliminação de impurezas.
 
Armazenamento: O armazenamento deve propiciar condições ambientais adequadas para os diferentes tipos de sementes.
 
Semeadura: Este processo consiste na distribuição das sementes sobre o substrato, enterrando ou depositando-as na superfície do solo, dependendo das exigências de cada espécie quanto a presença ou ausência de luz para germinação, oferecendo as melhores condições possíveis para a obtenção de uma boa taxa de germinação. A semeadura pode ser feita diretamente em um recipiente ou em canteiros e sementeiras (semeadura indireta).
 
Plantio: O processo de transplantação das mudas dos canteiros e sementeiras para as embalagens definitivas, denomina-se repicagem. Esta atividade tem o propósito de tornar o lote homogêneo e é complementar a semeadura indireta.
 
O trabalho desenvolvido em um viveiro começa com a colheita das sementes e termina com o plantio das mudas no campo.
 
Fruto da árvore Pindaíva (Duguetia lanceolata)

Fruto da árvore Pindaíva (Duguetia lanceolata)


 
Árvore Pindaíva (Duguetia lanceolata)

Árvore Pindaíva (Duguetia lanceolata)


SANEAMENTO BÁSICO RURAL

 
Fossa Séptica Biodigestora: Este processo, destinado apenas ao tratamento do esgoto proveniente dos vasos sanitários, substitui as fossas negras que contaminam o lençol freático e poços caseiros com coliformes fecais.

Foto: Embrapa

Foto: Embrapa


 
Jardim Filtrante: Uma alternativa para dar destino adequado ao esgoto proveniente de pias, tanques e chuveiros, ricos em sabões e detergentes.
 
Foto: Embrapa

Foto: Embrapa


 
Clorador: Tecnologia simples e barata para clorar água de consumo do reservatório nas propriedades rurais, já que o consumo de água contaminada pode provocar uma série de doenças, como a hepatite, diarréia, tifo, giardíase e outras que causam sérios danos a saúde, inclusive a morte.
 
Foto: Embrapa

Foto: Embrapa


 
As tecnologias acima foram desenvolvidas pela Embrapa Instrumentação.


• IMPLANTAÇÃO DO CAR (Cadastro Ambiental Rural)

 
O Cadastro Ambiental Rural é um registro eletrônico, obrigatório para todos os imóveis rurais, que tem por finalidade integrar as informações ambientais referentes à situação das Áreas de Preservação Permanente – APP, das áreas de Reserva Legal, das florestas e dos remanescentes de vegetação nativa, das Áreas de Uso Restrito e das áreas consolidadas das propriedades e posses rurais do país, compondo base de dados para controle, monitoramento, planejamento ambiental e econômico e combate ao desmatamento.